O tribunal de contas:
aquele que não conta
Está aberta a temporada de caça a dois dos empregos mais cobiçados da terra: de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Os candidatos são em sua maioria políticos, que são escolhidos por seus pares e nomeados pelo chefe do poder executivo estadual. Só chegam à cadeira dourada se fazem acordos com os eleitores privilegiados e se submetem ao poderoso que assinará suas designações. Não têm autonomia para decidir contra seus padrinhos e extensões. Raros preenchem as condições exigidas no papel para exercer a função: notório saber jurídico, administrativo e financeiro, atuação de 10 anos nessas áreas e idoneidade. Uma vez no cargo, tratam de arrumar empregos para parentes e aderentes, favorecem seus benfeitores e demonstram incompetência para apreciar as contas públicas.
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LFP @ outubro 1, 2008