Lúcio Flávio Pinto fala da Amazônia
O jornalista brasileiro tem passado mais de quatro décadas tentando reverter as injustiças enquanto permanece vivo e fora da prisão.
Por Reed Johnson, Los Angeles Times
[Esta matéria foi publicada na edição de 18 de maio do Los Angeles Times, um dos mais importantes jornais americanos. É reproduzida praticamente na íntegra. Eu podia fazer algumas retificações e complementos ou adaptar o estilo americano ao brasileiro - no uso do pronome, por exemplo. Faço apenas uma observação: que Ronaldo Maiorana indique qual a confidência que seu pai me fez e que eu tornei pública. Foi essa a justificativa que apresentou ao jornalista americano para me agredir, três anos e meio atrás. Sem pretender cometer vitupério, gostaria de propor ao distinto leitor a seguinte questão, a propósito da matéria a seguir: por que o jornal de maior prestígio da costa oeste dos Estados Unidos deu tanto espaço para uma publicação de aparência tão humilde quanto esta e ignorou os jornais poderosos, de aparência tão faustosa?]
Belém, Brasil - Em 42 anos de reportagens sobre a Amazônia, Lúcio Flávio Pinto tem sido amaldiçoado, chutado, machucado, repetidamente ameaçado de morte e processado 33 vezes. Mais da metade desses processos foram impetrados pelo seu antigo empregador, O Liberal, o maior e mais importante veículo de comunicação da região, cujo patriarca da família foi um dos melhores amigos de Pinto.
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LFP @ agosto 1, 2008