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	<title>Comentários sobre Jornal Pessoal</title>
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	<description>A AGENDA AMAZÔNICA DE LÚCIO FLÁVIO PINTO</description>
	<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 20:20:07 +0000</pubDate>
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		<title>Comentário para Aqui jaz a educação por vamoslersobreisso</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=588#comment-604</link>
		<dc:creator>vamoslersobreisso</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 02:31:50 +0000</pubDate>
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		<description>O estado possui escola técnicas profissionalizantes mas nunca se preocupou sequer em colocar um quadro permanente de professores. No governo Jatene criaram um modelo novo de gestão da educação profissionalizante através de uma OSCIP - Organização Social Civil Privada que criou as então Escola de Trabalho e Produção e ainda encampou outras antigas escolas profissionalizantes do estado como a Magalhães Barata no bairro do Telégrafo em Belém. Essta organização lhe dava com professores, na sua grande maioria, do quadro temporário (por parte do estado) ou em caso de extrema necessidade, contratava professores como horistas ou jornada de 40 h. No maior concurso público para professor que a SEDUC realizou não houve sequer uma vaga para tal, e na gestão da professora Iracy reicindiram o contrato com a OSCIP, destrataram antigos temporários e contrataram novos temporários sem contar a falta de infra-estrutura dos laboratórios destas escolas.
Peço perdão por ter falado sobre um problema específico da educação do Pará, a Profissionalizante, em um texto que fala sobre educação básica, porém, se esta cujo o custo por aluno é menor em relação à um aluno da educação profissionalizante, imagine como deve estar estas escolas que são uma maneira de garantir uma entrada mais rápida no mercado de trabalho de muitos jovens de baixa de renda.
Obrigado pelo espaço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O estado possui escola técnicas profissionalizantes mas nunca se preocupou sequer em colocar um quadro permanente de professores. No governo Jatene criaram um modelo novo de gestão da educação profissionalizante através de uma OSCIP - Organização Social Civil Privada que criou as então Escola de Trabalho e Produção e ainda encampou outras antigas escolas profissionalizantes do estado como a Magalhães Barata no bairro do Telégrafo em Belém. Essta organização lhe dava com professores, na sua grande maioria, do quadro temporário (por parte do estado) ou em caso de extrema necessidade, contratava professores como horistas ou jornada de 40 h. No maior concurso público para professor que a SEDUC realizou não houve sequer uma vaga para tal, e na gestão da professora Iracy reicindiram o contrato com a OSCIP, destrataram antigos temporários e contrataram novos temporários sem contar a falta de infra-estrutura dos laboratórios destas escolas.<br />
Peço perdão por ter falado sobre um problema específico da educação do Pará, a Profissionalizante, em um texto que fala sobre educação básica, porém, se esta cujo o custo por aluno é menor em relação à um aluno da educação profissionalizante, imagine como deve estar estas escolas que são uma maneira de garantir uma entrada mais rápida no mercado de trabalho de muitos jovens de baixa de renda.<br />
Obrigado pelo espaço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para As luzes do príncipe,a escuridão do sertão por Allan Araujo de Sousa</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1455#comment-603</link>
		<dc:creator>Allan Araujo de Sousa</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 20:57:21 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente texto, Lúcio!! Um dos melhores que já li nos últimos meses. Completo, denso e cheio de diálogo com outros autores. O mais terrível nessa história parece ser a atitude das elites locais, que podem fazer a diferença, mas desdenham o próprio papel em qualquer transformação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto, Lúcio!! Um dos melhores que já li nos últimos meses. Completo, denso e cheio de diálogo com outros autores. O mais terrível nessa história parece ser a atitude das elites locais, que podem fazer a diferença, mas desdenham o próprio papel em qualquer transformação.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para A águia por Altair de Souza Caldas</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=87#comment-602</link>
		<dc:creator>Altair de Souza Caldas</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 14:35:32 +0000</pubDate>
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		<description>BEM QUE A VALE PODEVERIA DAR UM AJUDINHA PARA OS CLUBES PARAENSE.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>BEM QUE A VALE PODEVERIA DAR UM AJUDINHA PARA OS CLUBES PARAENSE.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para As luzes do príncipe,a escuridão do sertão por Juliete Oliveira</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1455#comment-601</link>
		<dc:creator>Juliete Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 12:50:50 +0000</pubDate>
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		<description>Caro escritor, tudo que estar no seu texto, infelizmente é de uma veracidade assombrosa, passível de ser atestado por qualquer morador da Amazônia (legal ou não). Eu filha do Pará - sul -, ex-moradora do Tocantins e atualmente morando no PE, levada pela inconstância do "mercado" de trabalho, partilho de cada palavra sua (intertextualmente sua), durante a leitura senti nas vértebras, plasma correntes de energia de constatação, sempre vi isso nos meus anos de infância e juventude no sul do Pará, na minha vida adulta tentando morar na capital do meu estado, sou da região da guerrilha do Araguaia - área de segurança nacional - e evidentemente insegurança dos moradores que pagaram um altíssimo preço pela farra dos militares. Pois bem meu caro Lúcio Flávio Pinto, devo lhe dizer que sou uma blogueira também, e em complemento ao meu comentário vou lhe encaminhar um texto sobre os males da hiléia:

Um Código Florestal Paleontológico

                               A Sávio Drummond, o falcão peregrino

Ao nobre deputado Aldo Rabelo, recomendo a leitura do livro “Alfabetização Ecológica – A educação das crianças para um mundo sustentável” do físico e filósofo Fritjof Capra. Em que, este, menciona que, para entendermos os princípios organizacionais que os ecossistemas desenvolveram ao longo de bilhões de anos, temos que conhecer os princípios básicos da ecologia – a linguagem da natureza. A estrutura conceitual mais apropriada para se entender a ecologia hoje é a teoria dos sistemas vivos, que continua sendo desenvolvida e cujas raízes incluem a biologia organísmica, a psicologia gestalt, a teoria geral dos sistemas e a teoria da complexidade (ou dinâmica não-linear).


Essa dinâmica não-linear deveria em tempos de discussão calorosa sobre a natureza, orientar todos os que se dispõem sentar-se à mesa de discussão. Por que recomendo a leitura acima ao bom homem? Por que ele, como representante legal da sociedade, demonstrou indícios de que precisa entender melhor a questão, como tantos outros, e não apenas deixa-se levar pelo discurso roto do desenvolvimento. Muito embora não surpreenda tanto assim que essa proposta venha de alguém que nos tempos que correm tenha a má fé de se reclamar o dístico de comunista. Já que do comunismo restou-nos a todos uma vaga lembrança, e esta serve, sobretudo, para indicar um tempo que não quer passar de uma preocupação de biógrafos e que corresponde praticamente apenas a uma espécie de história externa, uma história para uso externo, para ser contada aos outros. As lembranças são imóveis, tanto mais sólidas quanto mais bem especializadas. (Gaston Bachelard, A Poética do Espaço). 


Quanto à floresta, está sim, não tem como ser esquecida, relegada a um passado que não nos diz respeito, atada às paixões sem guia que esmorecem e definham na solidão. O homem, caro Senhor, precisa da floresta para gerir seu alter ego, lancemos mão da história, a de todos os homens, inclusive a sua e de seus pares, num breve relato: "I went into the woods because I wanted to live deliberately. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life... to put to rout all that was not life; and not, when I came to die, discover that I had not lived." - Henry David Thoreau. "Eu fui à Floresta porque queria viver deliberadamente. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria seiva da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".


E então Deputado, que dizer diante dessa voz que não cessa, imemorial, astuta, que decifra quem somos? Se o Senhor e os seus não mais a escutam, se certos aliados de última hora podem mudar o coração de um homem, talvez fosse melhor que o Senhor passasse uns dias com o meu amigo Sérgio Tembé na aldeia Tekoraw (aldeia nova), às margens do rio Gurupi – saberá ainda o Senhor os caminhos dos rios, dos bichos e das matas? Lá seria ainda possível (enquanto seu mal fadado código não for posto em prática por grileiros, madeireiros e todos os empreendedores do desastre e da morte da floresta) sua Senhoria resolver anos de ausência de estudo sobre a psicologia gestalt, sobre entomologia, o vôo dos pássaros – para não chamar de ornitologia – lá os índios não tratam por esse nome, mas nem por isso amam menos a vida. E será sempre por isso, Excelência, que eles poderão enumerar quantos motivos houver que fragilizam a vida e a sustentabilidade com a aprovação do pavoroso “novo/velho” Código Florestal, obra de sua lavra, que nada gera de vida, senão de cifras.





Entendo a dificuldade que o pensamento velho tem para se desvencilhar do que lhe é próprio, ainda que aos olhos não seja belo e ao estômago seja azedo, já que este comprometimento com o que passou, é uma antiga lástima que permeia a cultura política a que o Senhor parece se adequar e penso que assim continuará sendo, uma vez que os modelos do passado são ainda tão potentes que a crítica de uma sociedade e seu desejo de mudança perecem diante desses modelos. Mas creia o “novo sempre vem”. E é acreditando no novo, meu bom Senhor, que o poder público deverá se ocupar da conservação e reconhecer o seu Calcanhar de Aquiles, denominado Gestão/Fiscalização, e não instituir topo de morro como área não protegida, já que omissão não evita erosão, não obstrui o fausto mercado da especulação a que o Senhor, por certo ignora que exista e prospere, empurrando os pobres das cidades e do campo direto pro abismo, como recentemente ocorreu em Santa Catariana na zona rural, no coração do Rio de Janeiro, junto a um vasto complexo turístico, em dois ou três estados do Nordeste. E o que se configurou ali, nobre Deputado, não precisa ser especialista para responder. Mas vamos lá. E este eu também recomendo a leitura, para pensar a cidade e a floresta, para desobstruir as conexões com o novo e o belo. Jean Baudrillard em O crime perfeito, (não veja no título uma tentativa de ofensa, meu bom homem, não foi minha intenção, nem do Baudrillard), pois bem, ele tece uma projeção desesperançada para o nosso futuro, e nos pergunta, num certo gracejo ou chiste: Talvez mais tarde existam vestígios fósseis do real como existem das eras geológicas passadas? Um culto clandestino dos objetos reais, venerados como fetiches e que de repente adquirirão um valor mítico? Adaptando para sua proposta de Código Florestal, no mundo de relações que o Senhor ali defende, eu acrescentaria que talvez a floresta venha a ser, a partir desse código só paleontologia. E aí, meu Senhor, por que os saberes não se esgotam no que é velho e seus ranços de dor, penso que um conjunto de atitudes se encontra em processo de mudança, e é fácil perceber o mecanismo de cercar-as-apostas, de fazer prevalecer nas disputas de poder e de ideias, nas correlações de força e nos lances finais dos discursos o que é justo e bom. Que justifique e defenda a vida.


Juliete Oliveira
Palmas, 14 de julho de 2010</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro escritor, tudo que estar no seu texto, infelizmente é de uma veracidade assombrosa, passível de ser atestado por qualquer morador da Amazônia (legal ou não). Eu filha do Pará - sul -, ex-moradora do Tocantins e atualmente morando no PE, levada pela inconstância do &#8220;mercado&#8221; de trabalho, partilho de cada palavra sua (intertextualmente sua), durante a leitura senti nas vértebras, plasma correntes de energia de constatação, sempre vi isso nos meus anos de infância e juventude no sul do Pará, na minha vida adulta tentando morar na capital do meu estado, sou da região da guerrilha do Araguaia - área de segurança nacional - e evidentemente insegurança dos moradores que pagaram um altíssimo preço pela farra dos militares. Pois bem meu caro Lúcio Flávio Pinto, devo lhe dizer que sou uma blogueira também, e em complemento ao meu comentário vou lhe encaminhar um texto sobre os males da hiléia:</p>
<p>Um Código Florestal Paleontológico</p>
<p>                               A Sávio Drummond, o falcão peregrino</p>
<p>Ao nobre deputado Aldo Rabelo, recomendo a leitura do livro “Alfabetização Ecológica – A educação das crianças para um mundo sustentável” do físico e filósofo Fritjof Capra. Em que, este, menciona que, para entendermos os princípios organizacionais que os ecossistemas desenvolveram ao longo de bilhões de anos, temos que conhecer os princípios básicos da ecologia – a linguagem da natureza. A estrutura conceitual mais apropriada para se entender a ecologia hoje é a teoria dos sistemas vivos, que continua sendo desenvolvida e cujas raízes incluem a biologia organísmica, a psicologia gestalt, a teoria geral dos sistemas e a teoria da complexidade (ou dinâmica não-linear).</p>
<p>Essa dinâmica não-linear deveria em tempos de discussão calorosa sobre a natureza, orientar todos os que se dispõem sentar-se à mesa de discussão. Por que recomendo a leitura acima ao bom homem? Por que ele, como representante legal da sociedade, demonstrou indícios de que precisa entender melhor a questão, como tantos outros, e não apenas deixa-se levar pelo discurso roto do desenvolvimento. Muito embora não surpreenda tanto assim que essa proposta venha de alguém que nos tempos que correm tenha a má fé de se reclamar o dístico de comunista. Já que do comunismo restou-nos a todos uma vaga lembrança, e esta serve, sobretudo, para indicar um tempo que não quer passar de uma preocupação de biógrafos e que corresponde praticamente apenas a uma espécie de história externa, uma história para uso externo, para ser contada aos outros. As lembranças são imóveis, tanto mais sólidas quanto mais bem especializadas. (Gaston Bachelard, A Poética do Espaço). </p>
<p>Quanto à floresta, está sim, não tem como ser esquecida, relegada a um passado que não nos diz respeito, atada às paixões sem guia que esmorecem e definham na solidão. O homem, caro Senhor, precisa da floresta para gerir seu alter ego, lancemos mão da história, a de todos os homens, inclusive a sua e de seus pares, num breve relato: &#8220;I went into the woods because I wanted to live deliberately. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life&#8230; to put to rout all that was not life; and not, when I came to die, discover that I had not lived.&#8221; - Henry David Thoreau. &#8220;Eu fui à Floresta porque queria viver deliberadamente. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria seiva da vida&#8230; expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido&#8221;.</p>
<p>E então Deputado, que dizer diante dessa voz que não cessa, imemorial, astuta, que decifra quem somos? Se o Senhor e os seus não mais a escutam, se certos aliados de última hora podem mudar o coração de um homem, talvez fosse melhor que o Senhor passasse uns dias com o meu amigo Sérgio Tembé na aldeia Tekoraw (aldeia nova), às margens do rio Gurupi – saberá ainda o Senhor os caminhos dos rios, dos bichos e das matas? Lá seria ainda possível (enquanto seu mal fadado código não for posto em prática por grileiros, madeireiros e todos os empreendedores do desastre e da morte da floresta) sua Senhoria resolver anos de ausência de estudo sobre a psicologia gestalt, sobre entomologia, o vôo dos pássaros – para não chamar de ornitologia – lá os índios não tratam por esse nome, mas nem por isso amam menos a vida. E será sempre por isso, Excelência, que eles poderão enumerar quantos motivos houver que fragilizam a vida e a sustentabilidade com a aprovação do pavoroso “novo/velho” Código Florestal, obra de sua lavra, que nada gera de vida, senão de cifras.</p>
<p>Entendo a dificuldade que o pensamento velho tem para se desvencilhar do que lhe é próprio, ainda que aos olhos não seja belo e ao estômago seja azedo, já que este comprometimento com o que passou, é uma antiga lástima que permeia a cultura política a que o Senhor parece se adequar e penso que assim continuará sendo, uma vez que os modelos do passado são ainda tão potentes que a crítica de uma sociedade e seu desejo de mudança perecem diante desses modelos. Mas creia o “novo sempre vem”. E é acreditando no novo, meu bom Senhor, que o poder público deverá se ocupar da conservação e reconhecer o seu Calcanhar de Aquiles, denominado Gestão/Fiscalização, e não instituir topo de morro como área não protegida, já que omissão não evita erosão, não obstrui o fausto mercado da especulação a que o Senhor, por certo ignora que exista e prospere, empurrando os pobres das cidades e do campo direto pro abismo, como recentemente ocorreu em Santa Catariana na zona rural, no coração do Rio de Janeiro, junto a um vasto complexo turístico, em dois ou três estados do Nordeste. E o que se configurou ali, nobre Deputado, não precisa ser especialista para responder. Mas vamos lá. E este eu também recomendo a leitura, para pensar a cidade e a floresta, para desobstruir as conexões com o novo e o belo. Jean Baudrillard em O crime perfeito, (não veja no título uma tentativa de ofensa, meu bom homem, não foi minha intenção, nem do Baudrillard), pois bem, ele tece uma projeção desesperançada para o nosso futuro, e nos pergunta, num certo gracejo ou chiste: Talvez mais tarde existam vestígios fósseis do real como existem das eras geológicas passadas? Um culto clandestino dos objetos reais, venerados como fetiches e que de repente adquirirão um valor mítico? Adaptando para sua proposta de Código Florestal, no mundo de relações que o Senhor ali defende, eu acrescentaria que talvez a floresta venha a ser, a partir desse código só paleontologia. E aí, meu Senhor, por que os saberes não se esgotam no que é velho e seus ranços de dor, penso que um conjunto de atitudes se encontra em processo de mudança, e é fácil perceber o mecanismo de cercar-as-apostas, de fazer prevalecer nas disputas de poder e de ideias, nas correlações de força e nos lances finais dos discursos o que é justo e bom. Que justifique e defenda a vida.</p>
<p>Juliete Oliveira<br />
Palmas, 14 de julho de 2010</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para A estrela do sábio brilhaagora no céu do Brasil por geovane</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1450#comment-600</link>
		<dc:creator>geovane</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 18:43:27 +0000</pubDate>
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		<description>O prêmio não é tão tardio quanto o reconhecimento público, que já deveria ser sólido há tempos, por tudo o que Benedito representa como pensador. Por toda sua obra, a imortalida da ABL não seria muito. Porém, celebremos esse brinde ao grande filósofo.
Felizmente temos o privilégio de Benedito ainda estar entre nós, e sua presença deve ser explorada à exaustão. Ele ainda tem muito a contribuir, e o faz prazerosamente. Comprovação pessoal, tangível.
Parabéns, Bené (como lhe chama Ariano Suassuna).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O prêmio não é tão tardio quanto o reconhecimento público, que já deveria ser sólido há tempos, por tudo o que Benedito representa como pensador. Por toda sua obra, a imortalida da ABL não seria muito. Porém, celebremos esse brinde ao grande filósofo.<br />
Felizmente temos o privilégio de Benedito ainda estar entre nós, e sua presença deve ser explorada à exaustão. Ele ainda tem muito a contribuir, e o faz prazerosamente. Comprovação pessoal, tangível.<br />
Parabéns, Bené (como lhe chama Ariano Suassuna).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Ladrão por norbertojnr</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1433#comment-599</link>
		<dc:creator>norbertojnr</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 14:45:11 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Lúcio Flávio. Antes de mais nada, deixe-me parabenizá-lo pelo seu trabalho de informação independente. Mesmo não concordando com metade de suas idéias, tenho por você uma profunda admiração, por ser uma pessoa que luta por seus ideais, enfrentando até pessoas poderosas, como se deu naquele horrível escândalo da agressão de que você foi alvo, de uma maneira covarde, inqualificável. Seu Jornal Pessoal é um valioso meio de informação, que faz muita falta ao cidadão paraense, pois permite ter acesso á muitas coisas que a grande imprensa esconde. 
A parte do seu jornal que mais gosto, todavia, é precisamente esta da Memória do Quotidiano, pois, além de ser uma pessoa "vidrada" em acontecimentos históricos, acho que é muito importante preservar a memória de povos e lugares, afinal, é conhecendo o passado que se compreende o presente.
E esta sua lembrança do ladrão da confeitaria Avenida me chamou especialmente a atenção, pois fiquei com uma dúvida: essa confeitaria chama-se hoje Restaurante Avenida, não é mesmo? Pois bem: é que meu tio, Fernando Oliveira, entrou para lá mais ou menos por essa altura, como sócio do senhor Constantino Maciel, tendo a sociedade sido desfeita em 1961, e no lugar do sr.Constantino, entrou Norberto Oliveira, irmão de Fernando Oliveira,e,portanto, meu pai. Confesso que não sabia desse episódio curioso. Mas, de qualquer forma, mesmo não tendo vivido esses tempos, dá uma certa nostalgia, em que os ladrões agiam pela calada da noite, e não com a violência terrível de hoje em dia...
Lúcio, um grande abraço, e desejo a você muita, mas mesmo muita força e muita coragem, para prosseguir em frente com esse seu corajoso trabalho que é o Jornal Pessoal!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Lúcio Flávio. Antes de mais nada, deixe-me parabenizá-lo pelo seu trabalho de informação independente. Mesmo não concordando com metade de suas idéias, tenho por você uma profunda admiração, por ser uma pessoa que luta por seus ideais, enfrentando até pessoas poderosas, como se deu naquele horrível escândalo da agressão de que você foi alvo, de uma maneira covarde, inqualificável. Seu Jornal Pessoal é um valioso meio de informação, que faz muita falta ao cidadão paraense, pois permite ter acesso á muitas coisas que a grande imprensa esconde.<br />
A parte do seu jornal que mais gosto, todavia, é precisamente esta da Memória do Quotidiano, pois, além de ser uma pessoa &#8220;vidrada&#8221; em acontecimentos históricos, acho que é muito importante preservar a memória de povos e lugares, afinal, é conhecendo o passado que se compreende o presente.<br />
E esta sua lembrança do ladrão da confeitaria Avenida me chamou especialmente a atenção, pois fiquei com uma dúvida: essa confeitaria chama-se hoje Restaurante Avenida, não é mesmo? Pois bem: é que meu tio, Fernando Oliveira, entrou para lá mais ou menos por essa altura, como sócio do senhor Constantino Maciel, tendo a sociedade sido desfeita em 1961, e no lugar do sr.Constantino, entrou Norberto Oliveira, irmão de Fernando Oliveira,e,portanto, meu pai. Confesso que não sabia desse episódio curioso. Mas, de qualquer forma, mesmo não tendo vivido esses tempos, dá uma certa nostalgia, em que os ladrões agiam pela calada da noite, e não com a violência terrível de hoje em dia&#8230;<br />
Lúcio, um grande abraço, e desejo a você muita, mas mesmo muita força e muita coragem, para prosseguir em frente com esse seu corajoso trabalho que é o Jornal Pessoal!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Pará: terra sem lei sob os poderosos por Hamilton</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1442#comment-598</link>
		<dc:creator>Hamilton</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 22:49:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1442#comment-598</guid>
		<description>Pará terra sem lei não é novidade pra ninguém! Parabéns pela coragem e profissionalismo Lucio! Vida longa!
Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pará terra sem lei não é novidade pra ninguém! Parabéns pela coragem e profissionalismo Lucio! Vida longa!<br />
Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Sem luz por Hamilton</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1437#comment-597</link>
		<dc:creator>Hamilton</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 21:54:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1437#comment-597</guid>
		<description>Lucio, quisera eu que sua idéia fosse ouvida e atendida pelo (ir)responsáveis pela construção da Hidrelétrica. Não tenho conhecimento técnico no assunto, mas se sua idéia for realmente viável, não tenho dúvidas que é melhor para o desenvolvimento sustentável da região e minimiza os grande impactos que Belo Monte irá causar. Esse projeto apresenta mais problemas que soluções. Mais uma mostra da falta de planejamento desse gorverno cada vez mais populista, que parece preocupado com os pobres mas está mais preocupado com os bancos. Só Marina Silva pra quebrar esse paradigma e implementar um novo modelo de desenvolvimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lucio, quisera eu que sua idéia fosse ouvida e atendida pelo (ir)responsáveis pela construção da Hidrelétrica. Não tenho conhecimento técnico no assunto, mas se sua idéia for realmente viável, não tenho dúvidas que é melhor para o desenvolvimento sustentável da região e minimiza os grande impactos que Belo Monte irá causar. Esse projeto apresenta mais problemas que soluções. Mais uma mostra da falta de planejamento desse gorverno cada vez mais populista, que parece preocupado com os pobres mas está mais preocupado com os bancos. Só Marina Silva pra quebrar esse paradigma e implementar um novo modelo de desenvolvimento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Quem dá mais? por boccage</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=1445#comment-596</link>
		<dc:creator>boccage</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 19:41:15 +0000</pubDate>
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		<description>É impressionante como a política paraense ainda não conseguiu sair do buraco torpe onde senhores, como o nosso ilustríssimo Jader Barbalho e os Maiorana, a mandaram... Infelizmente o Pará, celeiro de mentes muito brilhantes e de profissionais competentíssimos, tem que ver seus filhos sairem de suas terras para tentar a vida em outras, onde o conflito de interesses político-pessoais não impede (tanto) o estado de crescer econômica e socialmente. 
É o caso de praticamente toda a minha turma de faculdade, de vários amigos e colegas, familiares, e de tantas outras pessoas as quais vemos partir e nunca voltar. Infelizmente, é também o meu caso.
O mais triste de tudo é observar a população, alheia ao jogo de poder e assintosamente alienada por esses calhordas ao que de fato acontece, quando finalmente começam as disputas eleitorais, saem nas ruas com bandeirinhas, adesivos (saem até mesmo no braço com os "adversários políticos"!) em apoio aos seus ilustres representantes... Houve um tempo em que se acreditava que a sra. Carepa seria o vetor de reais mudanças para o cenário político e, consequentemente, para o estado como um todo. Ledo engano. 
Enquanto as vertentes políticas existentes e as "raposas" continuarem a fazer o seu jogo de influência entre si e de desinformação com a população, não haverá milagres. Enquanto a imprensa e os, assim chamados, veículos formadores de opinião forem contrários ao próprio propósito de informar os FATOS, não haverá mudanças. Enquanto as pessoas não tiverem o mínimo discernimento para ver e entender que esses ilustríssimos senhores nunca fizeram (nem nunca farão) nada para melhorar as vidas dessas pessoas, a não ser o suficiente, em ano eleitoral, para ganhar a quantia de votos que precisam para passar os proximos 3 anos "mamando" na máquina pública, não haverá saída para esse círculo vicioso. 
A sociedade paraense precisa aprender a deixar de ser massar de manobra. É nisso que Jaders, Maioranas e Cia se "fiam": que no fim, vamos todos pegar nossas bandeirinhas de partidos, numero de candidato, camisas com o rosto de algum deles, e iremos enfileiradinhos fazer nossa função de curral eleitoral. Realmente muito triste.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante como a política paraense ainda não conseguiu sair do buraco torpe onde senhores, como o nosso ilustríssimo Jader Barbalho e os Maiorana, a mandaram&#8230; Infelizmente o Pará, celeiro de mentes muito brilhantes e de profissionais competentíssimos, tem que ver seus filhos sairem de suas terras para tentar a vida em outras, onde o conflito de interesses político-pessoais não impede (tanto) o estado de crescer econômica e socialmente.<br />
É o caso de praticamente toda a minha turma de faculdade, de vários amigos e colegas, familiares, e de tantas outras pessoas as quais vemos partir e nunca voltar. Infelizmente, é também o meu caso.<br />
O mais triste de tudo é observar a população, alheia ao jogo de poder e assintosamente alienada por esses calhordas ao que de fato acontece, quando finalmente começam as disputas eleitorais, saem nas ruas com bandeirinhas, adesivos (saem até mesmo no braço com os &#8220;adversários políticos&#8221;!) em apoio aos seus ilustres representantes&#8230; Houve um tempo em que se acreditava que a sra. Carepa seria o vetor de reais mudanças para o cenário político e, consequentemente, para o estado como um todo. Ledo engano.<br />
Enquanto as vertentes políticas existentes e as &#8220;raposas&#8221; continuarem a fazer o seu jogo de influência entre si e de desinformação com a população, não haverá milagres. Enquanto a imprensa e os, assim chamados, veículos formadores de opinião forem contrários ao próprio propósito de informar os FATOS, não haverá mudanças. Enquanto as pessoas não tiverem o mínimo discernimento para ver e entender que esses ilustríssimos senhores nunca fizeram (nem nunca farão) nada para melhorar as vidas dessas pessoas, a não ser o suficiente, em ano eleitoral, para ganhar a quantia de votos que precisam para passar os proximos 3 anos &#8220;mamando&#8221; na máquina pública, não haverá saída para esse círculo vicioso.<br />
A sociedade paraense precisa aprender a deixar de ser massar de manobra. É nisso que Jaders, Maioranas e Cia se &#8220;fiam&#8221;: que no fim, vamos todos pegar nossas bandeirinhas de partidos, numero de candidato, camisas com o rosto de algum deles, e iremos enfileiradinhos fazer nossa função de curral eleitoral. Realmente muito triste.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para A utopia universitária por albelem</title>
		<link>http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=979#comment-595</link>
		<dc:creator>albelem</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 02:53:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=979#comment-595</guid>
		<description>A FALTA DE INFORMAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO :

 
Ainda sobre o ensino da literatura, o que é subversivo hoje não é a militância política em sala de aula. O que é subversivo é ensinar poesia, pois, como diz
Adorno, “qualquer que seja a sua temática, a poesia desvenda o fundamento qualitativo da sociedade. A grandeza da obra de arte é deixar falar aquilo que a
ideologia dissimula”. Colocações muito semelhantes a essas de Adorno, às quais eu poderia acrescentar as de muitos outros grandes teóricos, estão num discurso sobre “A poesia lírica e a sociedade”, de 1958, escrito por Antonio Candido, e numa conferência que ele fez em 1988, intitulada “O direito à literatura”. Nessa conferência, ele fala da literatura como um “bem incompreensível a que todos têm direito, e que deveria ser acrescentado aos direitos do homem”. Coincidentemente, na sua última aula no Collège de France, Roland Barthes também disse que o direito à literatura deveria constar nos direitos humanos.

            PERRONE-MOISÉS, LEYLA. Por amor à arte. Depoimento dado durante o III Ciclo de Conferências “Caminhos do Crítico”, na Academia Brasileira de Letras, em 24 de maio de 2005.

 


Com necessidade de criação de turmas específicas para a prova do enem, há um ataque sistemático ao direito que todos possuem ao estudo de textos literários.  Se enterdemos que as manifestações literárias são composta por textos sofisticados em termos estilísticos, e proporcionam auxílio no desenvolvimento na prática da leitura, atividade de extrema necessidade no desenvolvimento intelectual. Como se não bastasse o desiteresse das autoridades em políticas educacionais efetivas para o desenvolvimento desse hábito, pois os preços de livros é um horror, no deparamos com coisas absurdas como essa desinformação que está no site da Universidade Federal do Pará:


“Dessa forma, os conteúdos abordados em ambas as fases são os definidos pelas matrizes curriculares do ENEM englobando os eixos temáticos ... A prova elaborada pela UFPA deverá conter, também, abordagens regionais. As diferenças entre o conteúdo programático do Exame Nacional e o da UFPA se concentram, principalmente, nas provas de Literatura e suas respectivas leituras obrigatórias, e nas provas de línguas estrangeiras. O ENEM não possui leituras obrigatórias ou prova de Literatura, mas estes temas estarão na 2ª fase do vestibular que será realizada pela UFPA. Neste caso, o conteúdo programático é o mesmo do ano passado.”

(http://www.ascom.ufpa.br/index.php?option=com_content&#38;view=article&#38;id=4356:entenda-o-vestibular-2011-da-ufpa&#38;catid=1:noticias)

 

Claro que isso é desinformação absurda, a prova do ENEM não tem um conteúdo programático específico, mas generalizado, pois é um conteúdo de avaliação, não um conteúdo de aplicação programática ao ensino médio, e há literatura nele sim veja abaixo:
 

Competência de área 4 - Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.

H12 - Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.

H13 - Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.

H14 - Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.

Competência de área 5 - Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.

H15 - Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.

H16 - Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.

H17 - Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.

Competência de área 6 - Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.

H18 - Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.

H19 - Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.

H20 - Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional.

Competência de área 7 - Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.

H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.

H22 - Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.

H23 - Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.

H24 - Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.

 

 NO ANEXO

• Produção e recepção de textos artísticos: interpretação e representação do mundo para o fortalecimento dos processos de identidade e cidadania – Artes Visuais: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade. Teatro: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Música: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Dança: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Conteúdos estruturantes das linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), elaborados a partir de suas estruturas morfológicas e sintáticas; inclusão, diversidade e multiculturalidade: a valorização da pluralidade expressada nas produções estéticas e artísticas das minorias sociais e dos portadores de necessidades especiais educacionais.

 

• Estudo do texto literário: relações entre produção literária e processo social, concepções artísticas, procedimentos de construção e recepção de textos - produção literária e processo social; processos de formação literária e de formação nacional; produção de textos literários, sua recepção e a constituição do patrimônio literário nacional; relações entre a dialética cosmopolitismo/localismo e a produção literária nacional; elementos de continuidade e ruptura entre os diversos momentos da literatura brasileira; associações entre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário em seus gêneros (épico/narrativo, lírico e dramático) e formas diversas.; articulações entre os recursos expressivos e estruturais do texto literário e o processo social relacionado ao momento de sua produção; representação literária: natureza, função, organização e estrutura do texto literário; relações entre literatura, outras artes e outros saberes.


Como vemos não há uma lista de leituras obrigatórias, mas pressupõe-se um cânone de texto que são fundamentais. Esperamos que as autoridades possam intervir nesse descaso com nossa cidadania, e que parece atacada em todas as frentes. Temos todos o direito de educar nossa leitura e esse direito está ameaçado por uma ridícula desiformação.


André Belém, professor de literatura no ensino médio em Belém, Pará</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A FALTA DE INFORMAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO :</p>
<p>Ainda sobre o ensino da literatura, o que é subversivo hoje não é a militância política em sala de aula. O que é subversivo é ensinar poesia, pois, como diz<br />
Adorno, “qualquer que seja a sua temática, a poesia desvenda o fundamento qualitativo da sociedade. A grandeza da obra de arte é deixar falar aquilo que a<br />
ideologia dissimula”. Colocações muito semelhantes a essas de Adorno, às quais eu poderia acrescentar as de muitos outros grandes teóricos, estão num discurso sobre “A poesia lírica e a sociedade”, de 1958, escrito por Antonio Candido, e numa conferência que ele fez em 1988, intitulada “O direito à literatura”. Nessa conferência, ele fala da literatura como um “bem incompreensível a que todos têm direito, e que deveria ser acrescentado aos direitos do homem”. Coincidentemente, na sua última aula no Collège de France, Roland Barthes também disse que o direito à literatura deveria constar nos direitos humanos.</p>
<p>            PERRONE-MOISÉS, LEYLA. Por amor à arte. Depoimento dado durante o III Ciclo de Conferências “Caminhos do Crítico”, na Academia Brasileira de Letras, em 24 de maio de 2005.</p>
<p>Com necessidade de criação de turmas específicas para a prova do enem, há um ataque sistemático ao direito que todos possuem ao estudo de textos literários.  Se enterdemos que as manifestações literárias são composta por textos sofisticados em termos estilísticos, e proporcionam auxílio no desenvolvimento na prática da leitura, atividade de extrema necessidade no desenvolvimento intelectual. Como se não bastasse o desiteresse das autoridades em políticas educacionais efetivas para o desenvolvimento desse hábito, pois os preços de livros é um horror, no deparamos com coisas absurdas como essa desinformação que está no site da Universidade Federal do Pará:</p>
<p>“Dessa forma, os conteúdos abordados em ambas as fases são os definidos pelas matrizes curriculares do ENEM englobando os eixos temáticos &#8230; A prova elaborada pela UFPA deverá conter, também, abordagens regionais. As diferenças entre o conteúdo programático do Exame Nacional e o da UFPA se concentram, principalmente, nas provas de Literatura e suas respectivas leituras obrigatórias, e nas provas de línguas estrangeiras. O ENEM não possui leituras obrigatórias ou prova de Literatura, mas estes temas estarão na 2ª fase do vestibular que será realizada pela UFPA. Neste caso, o conteúdo programático é o mesmo do ano passado.”</p>
<p>(http://www.ascom.ufpa.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=4356:entenda-o-vestibular-2011-da-ufpa&amp;catid=1:noticias)</p>
<p>Claro que isso é desinformação absurda, a prova do ENEM não tem um conteúdo programático específico, mas generalizado, pois é um conteúdo de avaliação, não um conteúdo de aplicação programática ao ensino médio, e há literatura nele sim veja abaixo:</p>
<p>Competência de área 4 - Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.</p>
<p>H12 - Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.</p>
<p>H13 - Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.</p>
<p>H14 - Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.</p>
<p>Competência de área 5 - Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.</p>
<p>H15 - Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.</p>
<p>H16 - Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.</p>
<p>H17 - Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.</p>
<p>Competência de área 6 - Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.</p>
<p>H18 - Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.</p>
<p>H19 - Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.</p>
<p>H20 - Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional.</p>
<p>Competência de área 7 - Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.</p>
<p>H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.</p>
<p>H22 - Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.</p>
<p>H23 - Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.</p>
<p>H24 - Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.</p>
<p> NO ANEXO</p>
<p>• Produção e recepção de textos artísticos: interpretação e representação do mundo para o fortalecimento dos processos de identidade e cidadania – Artes Visuais: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade. Teatro: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Música: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Dança: estrutura morfológica, sintática, o contexto da obra artística, o contexto da comunidade, as fontes de criação. Conteúdos estruturantes das linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), elaborados a partir de suas estruturas morfológicas e sintáticas; inclusão, diversidade e multiculturalidade: a valorização da pluralidade expressada nas produções estéticas e artísticas das minorias sociais e dos portadores de necessidades especiais educacionais.</p>
<p>• Estudo do texto literário: relações entre produção literária e processo social, concepções artísticas, procedimentos de construção e recepção de textos - produção literária e processo social; processos de formação literária e de formação nacional; produção de textos literários, sua recepção e a constituição do patrimônio literário nacional; relações entre a dialética cosmopolitismo/localismo e a produção literária nacional; elementos de continuidade e ruptura entre os diversos momentos da literatura brasileira; associações entre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário em seus gêneros (épico/narrativo, lírico e dramático) e formas diversas.; articulações entre os recursos expressivos e estruturais do texto literário e o processo social relacionado ao momento de sua produção; representação literária: natureza, função, organização e estrutura do texto literário; relações entre literatura, outras artes e outros saberes.</p>
<p>Como vemos não há uma lista de leituras obrigatórias, mas pressupõe-se um cânone de texto que são fundamentais. Esperamos que as autoridades possam intervir nesse descaso com nossa cidadania, e que parece atacada em todas as frentes. Temos todos o direito de educar nossa leitura e esse direito está ameaçado por uma ridícula desiformação.</p>
<p>André Belém, professor de literatura no ensino médio em Belém, Pará</p>
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